domingo, 26 de fevereiro de 2017

Por dentro da palavra MEN

     Já reparou que uma mesma palavra pode ter diversos sentidos? Nessa nova série o objetivo é expor os vários sentidos de uma palavra para que se evitem confusões. Que tal começar por uma palavra bem simples como “men”? Abaixo veja as possibilidades de significado.


men

1: substantivo mão.

ex.: men m yo sal > minhas mãos estão sujas

2: conjunção mas, porém, contudo, todavia, no entanto.

ex.: li te etidye anpil, men l pa t konnen repons lan > ele estudou muito, mas não sabia a resposta

3: advérbio eis, ‘aqui está’.

ex.: men nouvo liv mwen te achte a > aqui está o novo livro que eu comprei



      Fiquem à vontade para comentar pontos que acharem interessantes, será muito bom trocarmos experiência aqui no blog. Podemos também falar sobre pequenas diferenças nos usos de certas palavras com significado parecido. Assim, comentem, mandem sugestões. Qual é a próxima palavra que você gostaria de ver explicada?

       N ap wè! Babay!

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terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Os números em crioulo haitiano — parte 2

     Vamos continuar estudando os números de 60 em diante.

  Para 60 temos a palavra “swasant”. Para 61 temos “swasanteyen”. A partir de 62 seguimos as mesmas regras explicadas na Parte 1 dessa série de artigos. Retira-se o “t”, dobra-se o “n” diante de consoantes. O “t” só permanece diante de vogais. Assim, temos:
62 = swasannde, 68 = swasantuit

     Para 70 temos a palavra “swasanndis”. A palavra vem da junção de “swasant” (60) + “dis” (10) = 70. Para ter 71, 72, 73 etc. basta trocar o “dis” por “onz”, “douz”, “trèz” e assim por diante. Diante de consoantes desaparece o “t” e dobra-se o “n”. Diante de vogal permanece o “t”.
71 = swasant onz, 72 = swasanndouz, 78 = swasanndizuit
OBS: No caso de 71 é preferível deixar o “onz” separado. É uma exceção.

     Para 80 usamos a palavra “katreven”. Algo interessante é que “katre” vem do francês quatre, o número 4. “Ven” é o número 20. → 4 x 20 = 80.
Aqui já não temos mais as regras do “t” e do “n”. Escrevemos os números separados.
81 = katreven en, 82 = katreven de, 83 = katreven twa, 88 = katreven uit

     Para 90 usa-se “katreven dis” que é 80 + 10. Segue-se a mesma regra do 70 e escrevemos os números separados. Existe a possibilidade de vê-los escritos juntos, mas o melhor é que fiquem separados.
91 = katreven onz, 92 = katreven douz, 98 = katreven dizuit, 99 = katreven diznèf (e não: katreven dis nèf)

     Continuaremos com o 100 em diante no próximo artigo dessa série. Babay!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2016

Os números em crioulo haitiano — parte 1

      Vamos falar um pouco sobre os números. Aqui começaremos do 0 e iremos até o 59. No próximo artigo continuaremos aprendendo do 60 em diante.

      É muito importante esclarecer que tenho notado uma certa “inconsistência” na maneira com que se têm escrito os números por extenso. Parece não estar bem-definida a grafia dos números. Por isso, a intenção desse artigo é tentar colocar um pouco de ordem na escrita deles. Assim, as recomendações do blog podem ser diferentes de outras formas que você já viu, mas são baseadas em princípios sólidos e nas regras de ortografia do crioulo haitiano.

0 é ZEWO.

De 1 a 9...
1 EN, 2 DE, 3 TWA, 4 KAT, 5 SENK, 6 SIS, 7 SÈT, 8 UIT, 9 NÈF
     Em crioulo algo bastante curioso acontece. O nome do símbolo “1” é “en”, mas a quantidade “1” é “youn”.

De 10 a 19...
10 DIS, 11 ONZ, 12 DOUZ, 13 TRÈZ, 14 KATÒZ, 15 KENZ, 16 SÈZ, 17 DISÈT, 18 DIZUIT, 19 DIZNÈF
     Não se esqueça que o “z” em crioulo haitiano é uma consoante constritiva fricativa alveolar sonora. Rsrsrsrs. Tudo isso para dizer que: o “z” não tem som de “s” no final de palavras, seu som é o de um breve zumbido, como quando está no meio duma palavra.

De 20 em diante...
     20 é VEN. 21 é VENTEYEN. Do 22 em diante ficará VEN + N se o número seguinte começar por consoante. Ou VEN + T se o número seguinte começar por vogal.
Exemplos: VENNSENK = 25; VENTUIT = 28.

De 30 em diante...
     30 é TRANT. 31 é TRANTEYEN. Do 32 em diante ficará TRAN + N se o número seguinte começar por consoante. Ou TRAN + T se começar por vogal.
Exemplos: TRANNKAT = 34; TRANTUIT = 38.

De 40 em diante...
     40 é KARANT. 41 é KARANTEYEN. Do 42 em diante ficará KARAN + N se o número seguinte começar por consoante. Ou KARAN + T se começar por vogal.
KARANNSIS = 46; KARANTUIT = 48.

De 50 em diante...
     50 é SENKANT. 51 é SENKANTEYEN. Do 52 em diante ficará SENKAN + N se o número seguinte começar por consoante. Ou SENKAN + T se começar por vogal.
SENKANNÈF = 59; SENKANTUIT = 58.

      De 60 em diante ficará para o próximo artigo... Até!





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 Revisado em 12/07/2017

domingo, 18 de dezembro de 2016

Um pouco de ortografia: as formas reduzidas dos pronomes pessoais

     Tenho recebido muitas dúvidas sobre o uso das formas apocopadas dos pronomes pessoais. Não se assuste, são as formas reduzidas, curtas, contratas, contraídas (como você quiser chamar...) dos pronomes mwen, ou, li, nou, yo.
     Como sabemos, pois já estudamos isso na lição Pronomes Pessoais em crioulo haitiano, cada um dos pronomes tem uma forma variante, curta. Vejamo-las.

MWEN passa a M
OU passa a W (que tem um som mais breve)
LI passa a L
NOU passa a N
YO passa a Y

     As dúvidas sobre o uso dessas formas são muitas. Entender o uso delas, no entanto, não é tão difícil.
     É preciso ter em mente uma coisa: visto que esses pronomes só conservam a letra inicial, que é uma consoante, é impossível lê-las separadamente. Não é possível ler somente a letra L, por exemplo. Essa consoante precisa se encostar, por assim dizer, em uma vogal.
      Assim, para usar o pronome LI abreviado para L, precisamos ter perto uma palavra que termine em vogal oral ou nasal, ou uma que comece por alguma destas vogais.
      Quantas vogais orais tem o crioulo? Assim como o português, o crioulo tem 7 vogais: a, e (fechado), è (aberto), i, o (fechado), ò (aberto), ou. Três são as vogais nasais: an, en, on.
     A redução de mwen é m. Algumas vezes o m pode aparecer em lugares em que não há nenhum vogal na qual ele possa se encostar.

M renmen sa anpil = Gosto muito disso

      Na língua língua falada isso pode acontecer com maior frequência. O melhor seria que se mantivesse o pronome pleno, mwen, em vez da redução, diante de consoantes.
Mwen renmen sa anpil = Gosto muito disso

      O w dá-nos a impressão de não depender de uma vogal para ser pronunciado. Por isso, às vezes, alguns escrevem: w pale kreyòl tankou yon ayisyen = você fala crioulo como um haitiano.
      Essa construção não é boa. Não podemos usar o w diante de consoantes. Sendo uma semivogal, seu som é mais breve que o som do ou, por exemplo. Isso também serve para nos lembrar que o w nunca terá um grande destaque na pronúncia. Portanto, corrige-se a frase acima para: ou pale kreyòl tankou yon ayisyen.

       Sobre o y é bom lembrar que essa contração aparece sobretudo antes de ap. É muito raro ver a contração em outros casos. Quando yo é artigo, nunca terá a forma contraída. Só se estiver em função de pronome poderá sofrer a apócope (perda) da vogal final, passando a y.

      Frases-exemplo:
Mwen te rele w = Eu te liguei
Ou te rele m = Você me ligou
Mwen vle rele l = Quero ligar para ele
Sou kiyès y ap pale? = Sobre quem eles estão falando?
N ap aprann kreyòl = Estamos aprendendo crioulo

     Não seria possível escrever:
W te rele m? = Como o W poderia ligar-se ao T?
     O w pede uma vogal para se encostar. Se colocarmos o èske, resolve-se o problema.
Èske w te rele m? = Você me ligou?

      Do mesmo modo, seria impossível ler algo como “L vle pale avè w”. Como ler o L antes de um V? Impossível. Ali deve-se colocar a forma plena do pronome, ou seja, LI.
Li vle pale avè w = Ele quer falar com você


      Espero que os princípios que consideramos aqui sejam úteis na hora de escrever. Até mais!


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domingo, 2 de outubro de 2016

Você pergunta, o blog responde — Uso do DEPI

       Uma leitora do blog perguntou: “Aprendi que depi é “desde”, mas vejo muitos brasileiros que o usam como “depois”. É correto usar depi nesse sentido?”

          É um prazer ajudar você a entender melhor o uso do depi. A resposta à pergunta é: não, depi não é depois. A preposição depi equivale perfeitamente à preposição desde, da língua portuguesa.

     Essa preposição é usada para ‘indicar movimento ou extensão a partir de um ponto determinado no espaço ou momento’, conforme o dicionário Houaiss. Veja os exemplos usados no dicionário:

Ele veio a pé desde sua casa = ‘desde’ marca o ponto de partida (local físico) e se estende até o local em que a pessoa está no momento da fala.

Desde que horas você está aí? = pela preposição ‘desde’ queremos saber um ponto determinado no tempo.

     Assim, depi é a preposição que em crioulo equivale perfeitamente ao nosso desde. Vamos traduzir as frases acima?

Ele veio a pé desde sua casa = Li te vini apye depi lakay li

Desde que horas você está aqui? = Depi ki lè ou la?

     O que parece ter confundido alguns é o fato de que, às vezes, o depi pode ser traduzido por depois que, depois de. A locução depois que ou depois de tem sentido de desde. Talvez alguns tenham se confundido aí. Veja...

Depois que ele se casou foi morar no Haiti = Depi l te marye li t al abite Ayiti

     Nesse caso, depi e apre são intercambiáveis porque os dois marcam um evento no tempo que é o ponto de partida de algo. Também podemos traduzir: Apre l te fin marye li t al abite Ayiti.

     Se eu disser “conversaremos mais depois da reunião”, não poderei traduzir esse depois por depi.

     Depi também equivale à locução desde que, que significa: “com a condição de que”. Assim, veja a frase abaixo em que aparece uma condição:

     Desde que seja possível, vou te ajudar = Depi li posib, m ap ede w.

Resumindo...

1) Depi é a preposição desde.

2) Às vezes, na tradução, poderá aparecer como depois que, visto que esta expressão tem o mesmo significado de desde. Mas não se pode dizer que depi é depois.

3) Depi marca um ponto inicial no tempo ou no espaço (local físico) de um evento que se estende a outro momento ou espaço.

4) Depi marca a condição para que algo se cumpra.


     Dúvida sobre o uso de depi em algum caso específico? Só perguntar! Lembre-se: você pergunta, o blog responde.

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quarta-feira, 21 de setembro de 2016

Algumas perguntas sobre o "Diksyonè Kreyòl Ayisyen - Pòtigè"

 Quem é o autor?
     Muito prazer, meu nome é Bruno. Escrevo o blog desde 2014 e agora tenho a alegria de estar nesse projeto de dicionário. Não sou um linguista renomado; aliás, nem linguista sou. Sou tradutor, revisor, professor de idiomas e aspirante a filólogo e lexicógrafo. É com prazer que respondo a algumas perguntas de vocês. (Atualização: sou linguista associado ao Departamento de Linguística da Universidade de São Paulo)

O que define se uma palavra deve constar do dicionário?
   Toda palavra que aparece no dicionário já foi encontrada na língua escrita. Assim, alguns modismos que mais aparecem na fala do que na escrita não são registrados no dicionário. Precisa-se achar evidência de que a palavra em questão realmente faz parte do vocabulário corrente do crioulo haitiano, por isso as palavras têm de aparecer várias vezes para poderem garantir seu lugar no dicionário.

Como se determina a grafia correta de uma palavra?
   Em crioulo haitiano é muito comum haver grafias diferentes de uma mesma palavra. A fim de determinar a grafia correta, analisam-se vários aspectos como a tradição da ortográfica, em alguns casos a etimologia, a ortoepia etc. Quando duas grafias são aceitáveis e têm amplo uso na linguagem escrita culta, as duas têm seu registro garantido.
   Um dos objetivos do dicionário é pôr ordem no sistema gráfico do crioulo, por isso fazemos questão de não registrar algumas grafias e insistir em algumas. As publicações traduzidas pela Association chrétienne les Témoins de Jéhovah d’Haïti são a principal fonte de consulta para o dicionário. Alguns documentos da Akademi Kreyòl Ayisyen também auxiliam.

Sabe-se que não há gênero de palavras em crioulo haitiano. Por que algumas palavras são classificadas “masculinas” e “femininas”?
     Quando uma palavra é classificada “masculina” ou “feminina”, isso não tem nada a ver com o gênero da palavra. Apesar de o crioulo haitiano só ter o gênero neutro — não masculino e feminino, como em português —, há palavras que só se aplicam a homens e outras que só se usam em referência a mulheres. Por exemplo “tigason” (menino) só se usa em referência a homens e “tifi” (menina) só se usa em referência a mulheres. No caso de “ameriken” (americano) e “amerikèn” (americana), alguns veem aí uma “flexão de gênero que não deveria ocorrer”. Não se trata de “flexão de gênero”. Ali temos um caso de derivação, não de flexão. Nesse caso, “amerikèn” derivou de “ameriken” e cada um desses substantivos (e também adjetivos pátrios) é exclusivo do sexo masculino (ameriken) e o outro do sexo feminino (amerikèn), mas ambas as palavras são do gênero neutro. No plural, prevalece a forma “ameriken”, indiferentemente de haver na assistência mulheres. Exemplo: “Mwen konnen anpil ameriken” que se traduz por “Eu conheço muitos americanos” (homens e mulheres).

Por que algumas palavras têm suas várias acepções agrupadas numa só entrada e em outros casos há mais de uma entrada para a mesma palavra?
   Quando uma palavra com vários significados (polissêmica) tem também a mesma origem, elas são agrupadas numa só entrada. Por exemplo, o “ap” tem três acepções. Todas agrupadas numa mesma entrada. É porque todas têm a mesma origem. Já no caso de “ajan” temos “ajan1” e “ajan2”. Há duas entradas porque o primeiro “ajan” vem do latim agēntis, ao passo que na segunda entrada, quando significa “prata, dinheiro”, sua origem é na palavra latina argēntum.

Existe alguma maneira de contribuir para o conteúdo do dicionário?
   Sim, e digo mais: toda ajuda é bem-vinda. Muitos têm mandado palavras que foram esquecidas. Outros têm indicado alguns significados que foram esquecidos. Sempre que você quiser colaborar de alguma forma é bom também mandar alguma referência que comprove a ocorrência da palavra. Não há necessidade de mandar o significado. Essa contribuição pode ser feita pelo formulário de contato do blog ou pelo e-mail aulasdecrioulohaitiano@gmail.com.

Vocês têm mais curiosidades?
   Fico à disposição para compartilhar mais curiosidades com vocês. Contem com o blog para o seu aprendizado e para obter a respostas às suas dúvidas!

Até mais! Babay!

Atualização em 02/08/2019 às 15:50.





quarta-feira, 27 de julho de 2016

O verbo "se" no passado e futuro — Parte 7

     ***ESTE ARTIGO É ÚLTIMO DE UMA SÉRIE DE 7 ARTIGOS. LEIA-OS EM SEQUÊNCIA PARA MELHOR APROVEITAMENTO. QUER COMEÇAR DESDE O PRIMEIRO ARTIGO? CLIQUE AQUI!***

     Abaixo considera-se o uso do verbo “SE” no passado e futuro. Como sabem, já faz um bom tempo que este artigo é aguardado! Inicialmente iríamos tratar do verbo “SE” em todos os tempos verbais, mas as pesquisas acerca do verbo “SE” ainda não estão concluídas. Assim, decidi liberá-lo com as regras principais de uso no passado e futuro (sem incluir as formas negativas, por enquanto).
      Lembram que falei sobre o projeto de uma “gramática do crioulo haitiano”? Aguardem, algo bem completo está sendo preparado, algo que leva tempo, mas será bem abrangente. Enquanto isso, continuem contando com o blog! Escrevam suas dúvidas, comentem aqui, mandem suas sugestões. Vamos aprender mais um pouco sobre o verbo “SE”.

No passado:

a)     Para ligar o sujeito a um adjetivo ou localização, usa-se o TE apenas.

Exemplos:
Li te kontan = Ele estava feliz
Li te lakay li = Ele estava na casa dele

b)     Para ligar o sujeito a um substantivo, geralmente uma informação sobre o sujeito, usa-se o TE após o SE (SE TE).

Exemplos:
Li se te pwofesè pòtigè = Ele era professor de português

No futuro:

a)     Para ligar o sujeito a um adjetivo ou localização, use PRAL entre o sujeito (pronome ou nome) e o adjetivo ou local onde se encontra o sujeito.

Exemplos:
Li pral kontan anpil = Ele ficará muito feliz1
L ap kontan anpil = Ele ficará muito feliz
Li pral nan lekòl la demen = Ele estará na escola amanhã
Li ap nan lekòl la demen = Ele estará na escola amanhã

b)     Para dizer “será”, temos algumas opções. Em “ele será um professor”, pode-se substituir “será” por “se tornará”. Quando o verbo “ser” for empregado com o sentido de “tornar-se” prefira usar o verbo “vin”.

Exemplo:
Li pral vin yon pwofesè anglè = Ele será um professor de inglês

c)      Se o verbo “ser” não tem o sentido de “tornar-se”, quando queremos ligar o sujeito a algum substantivo, a uma informação sobre ele, a uma expectativa, pode-se usar “se pral”. A construção “se pral” é usada, sobretudo, em começo de frases.

Exemplo:
Se pral yon jou espesyal = Será um dia especial
      Como já disse, há muito mais para falarmos do verbo “SE”, aguardem as novas matérias que estão por vir. Mandem suas dúvidas pelo formulário de contato ou pelo e-mail aulasdecrioulohaitiano@gmail.com.
Até mais!


1O verbo “se” pode ser traduzido por “ficar”, que também é um verbo de ligação. Verbos de ligação ligam o sujeito a adjetivos, alguns desses são: ser, estar, ficar, permanecer. Alguns verbos ora exprimem ação ora exprimem a função de verbos de ligação, é o caso do verbo “andar”. Em “ele anda rápido”, referimo-nos à ‘ação de andar’. Em “ele anda triste”, ligamos o sujeito ‘ele’ ao adjetivo ‘triste’, neste caso ‘andar’ não funciona como um verbo de ação, mas de ligação.

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Estamos de volta, mas em outra plataforma!

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